quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Immanuel Kant

Pv 3:5b  …não te estribes no teu próprio entendimento.

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O fato é que FS, em “a morte da razão”, não está preocupado em fazer uma análise mais profunda de nada nem de ninguém.

Ele tem uma teoria, que é criticar o pensamento moderno, e passa rapidamente pela história criticando pontos aqui e acolá ao longo de séculos para dar base à sua tese. Assim ele finca pé na reforma protestante e no cristianismo primitivo. Sendo que quase tudo que fugiu destes dois padrões é condenável.

Isso torna a obra pobre. Paralelamente venho lendo outro livro de FS, então como nós viveremos, que já trás uma análise mais detalhada, e mais equilibrada, pois foi escrita alguns anos mais tarde.

Sobre Kant por exemplo ele se limita a dizer que,

“O sistema de Kant se rompeu de encontro ao rochedo da tentativa de descobrir uma fórmula, qualquer fórmula, para se estabelecer uma adequada relação entre o mundo fenomenal da natureza e o mundo numenal dos universais.”

De fato é em Kant que FS vê o “assassínio” da razão, pois a obra mais conhecida de Kant é "Crítica da razão pura".

Kant apenas retirou do centro as fórmulas racionalistas (normalmente impostas através de dogmas e coerção das mais variadas formas) e trouxe a razão como sujeito para o meio do debate.

“Comecemos, então, pelo sujeito do conhecimento. E comecemos mostrando que este sujeito é a razão universal e não uma subjetividade pessoal e psicológica…” (Chauí)

Na verdade todo filósofo que se preze, e Kant é um deles, está de acordo com pelo menos a segunda parte do verso 5 de provérbios 3. Duvide de sua própria razão! Questione! Investigue, pare pense um pouco mais em suas próprias convicções não se satisfaça com respostas fáceis do seu próprio intelecto. Embora esse exercício possa parecer uma contradição em si mesmo, não é, pois o filósofo sempre nos mandará para um conhecimento mais além, a uma perspectiva que não havíamos pensado antes.

A primeira parte do versículo é fundamental, confiar em Deus de todo coração. É onde a filosofia encontra sua fronteira (ainda que momentânea) e a religião, a fé se inicia, e a alma encontra paz.

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3 comentários:

Célio R. disse...

Encontrei seu blog a pouco,,, reconheço que sou um leigo em filosofia, mas estou vendo que tem muita coisa interessante em seu blog, creio que vou aprender muito nas proximas visitas...

Roger disse...

Célio, você é muito bem vindo!
Suas contribuições também, afinal estamos todos aprendendo.

Abraços fraternos,

Roger

César Chagas disse...

Oi Roger,

Obrigado pela visita no Estrada Infinita.

vou conhecer mais seu blog, de bate pronto já gostei.

Abraços