sábado, 13 de junho de 2009

Karl Barth, a Bíblia e os seus erros

“A Bíblia contém erros, mas a nós nos cumpre crer nela assim mesmo” FS citando Karl Barth

Todos nós estamos cansados de saber que a Bíblia contém seus errinhos. Claro que não assumimos isso assim tão abertamente. Ao contrário, usamos de sofismas. Empregamos algumas adjetivos para qualificar a versão da Bíblia mais atual, sem com isso diminuir a versão anterior. Aqui vai uma lista desses adjetivos e o que eles significam em relação às outras traduções ou versões bíblicas:

Essa versão é: As demais são:
Corrigida Cheias de erros grandes
Atualizada Desatualizada
Revista Cheia de erros pequenos
De acordo com os melhores textos De acordo com os piores textos
Na linguagem de hoje Na linguagem de ontem
Nova Arcaica
Viva Morta

terça-feira, 26 de maio de 2009

Martin Heidegger

image “Heidegger firmou tudo nesta espécie de ansiedade básica. Portanto, os termos por que se expressa andar superior não fazem diferença alguma.” FS

Pessoalmente, eu acho esclarecedor o
relato de Bernard Welte (filósofo, padre da Arquidiocese de Freiburg, antigo estudante que se tornou amigo do velho Heidegger) que narra o que eu tomo por ser a palavra final de Heidegger sobre o assunto. Em fevereiro de 1976, Heidegger, ciente de que estava morrendo, pediu a Welte para que proferisse um curto sermão no seu funeral. Desconcertado, Welte protestou
que durante o passar dos anos, Heidegger deixou claro não ser uma pessoa crente, que seu pensamento, quando muito, seria ateísta (isto é, sobre Ser, e não sobre Deus) em essência.
“Mas eu nunca deixei {formalmente} a Igreja”, respondeu Heidegger. Finalmente consentindo, Welte perguntou ao velho Mestre sobre o que ele gostaria que ele falasse – qual texto
da escritura, por exemplo, ele pensava ser apropriado para se meditar sobre. Heidegger respondeu: “Peça e receberá,
procure e encontrará, bata, e a porta se abrirá para você” (Lucas 11:9).

William Richardson

terça-feira, 14 de abril de 2009

A duvidosa tese principal

Mais uma vez FS expõe a tese principal de seu livro “A morte da Razão”, a saber que o homem moderno, diferentemente do homem de outras épocas, “matou a razão”, eliminando-a por completo dos aspectos transcendentes de sua existência.

“O que faz do indivíduo um homem tipicamente moderno é a existência desta dicotomia […] É isto que separa e distingue o homem moderno, por um lado, do homem da Renascença, que alimentava a esperança de uma unidade humanista e, de outro lado, do homem da Reforma que possuía na realidade uma unidade racional acima e abaixo da linha com base no conteúdo da revelação bíblica.”

Infelizmente essa ilusão de FS de que a Bíblia ofereça uma unidade racional é contradita pela história eclesiástica e pela  própria Bíblia conforme os versículos abaixo:

Pv 3:5 Confia no SENHOR de todo o teu coração, e não te estribes no teu próprio entendimento.

1Co 1:18 Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus.

1Co 3:19 Porque a sabedoria deste mundo é loucura diante de Deus; pois está escrito: Ele apanha os sábios na sua própria astúcia.

Lc 10:21 Naquela mesma hora se alegrou Jesus no Espírito Santo, e disse: Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, que escondeste estas coisas aos sábios e inteligentes, e as revelaste às criancinhas; assim é, ó Pai, porque assim te aprouve.

Tudo isso nos leva a crer que os filósofos existencialista e conseguintemente o homem moderno teriam razão de duvidarem da razão em se tratando de experiências transcendentais.

Ali na dicotomia não se encontraria portanto a resposta para o problema levantado por Francis Schaeffer.